Domingo, 15 de Novembro de 2009

Sabeis vós quanto tempo demora a fazer um texto que não seja rasco?

Mais ou menos o mesmo tempo que uma mulher demora a abrir um frasco

No país basco os euzkadis rebentam carros com políticos lá dentro

Cá em Portugal os políticos rebentam com a estrada do povo pró desenvolvimento

 

Está um vento danado e ninguém compreende esta minha ira psicopática

Eu sou um gajo que escreve coisas destas, e que ainda percebe de matemática

Ponho o meu plano em prática, meto uma folha pautada na minha mão

Faço uma dobra ao meio dela, mais duas asas, mando pró ar o avião

 

"Corra Portugal de lés a lés com meias ferrador nos pés"

Corro mas é com vocês daqui, o singular de fezes é fez

Já acabei o devaneio agora vou voltar um pouco para o estudo

Sabeis vós que é mais bonito dizer carnaval do que Entrudo?



Publicado por cdgoncalves às 08:56
Domingo, 01 de Novembro de 2009

Levei um abanão da vida, conheci a realidade

Sinto que não tenho assim tanta maturidade

Fracassei mais uma vez, não consigo levantar

Foi a minha estupidez que me fez afundar

Tenho medo desiludi quem não queria

Só me apetece adormecer, mas tenho a cama fria

Peço desculpa, podia ter sido diferente

Isto não é só de agora e envolve muita gente

Amigos que passaram a desconhecidos

Desconhecidos que passaram a inimigos

Enfim, estou de pernas para o ar

Estou a morrer por dentro e o meu coração vai parar

Sinto-me perdido dentro do meu próprio espaço

É meter a cabeça na areia para resolver este embaraço

Pena não ser assim tão fácil resolver

É preciso ser eu a dizer que estou a sofrer?

Envolvido nas incertezas do destino

Sinto na pele tudo aquilo que abomino

Sou um vagabundo da sorte vivo na rua da amargura

Apenas quero ter uma vida segura

Não penso para escrever, escrevo para pensar

Pois sozinho neste mundo é difícil batalhar

A minha vida é uma metáfora nada é o que aparenta ser

É uma leve comparação de tudo aquilo que me faz sofrer.



Publicado por cdgoncalves às 05:29
Domingo, 11 de Outubro de 2009

Eu estou farto de toda a mentira, e falsos sentimentalismos

De me prometeres uma safira e me abalares como sismos

De me fazeres correr atrás de ti como se isto fosse uma pista de atletismo

De rezar para que tudo corra bem como se fosse um peregrino

A cada falta de honestidade parece que ouço uns sinos

Falas de machismo, mas gozas com gordos e finos

Excluis a beleza interior em troca dos ditos lindos

Se o exterior é-te mais importante, vai brincando com os dildos

Um dia hás-de crescer e vais-te aperceber dos erros que cometeste

Daquela maçã que comeste, daquela água que bebeste

Acorda para a vida, será que adormeceste?

"Porque é que sou como este?" se calhar porque mereceste?

Eu mexo com a cultura como se fosse uma festa

Porque é que a tua alma pura não se manifesta?

Porque é que o raciocínio é tão lento como se tivesses numa sesta?

Porque é que não cresces e ganhas dois palmos de testa?

Com um lote de aquisições pensaste "vou apostar nesta"

Felizmente escolheste uma pessoa pior que tu, uma que não presta

Abre os olhos, estou farto que te vejam como uma besta

Não tentes encontrar atalhos para chegares mais rápido à meta



Publicado por cdgoncalves às 10:54
Sábado, 26 de Setembro de 2009

És tanto para mim neste meu ínfimo mar de sentimentos

Ocupas-me tanto, tanto te adoro e tanto te espero

E tudo isto é irrelevante talvez pois,

A tua opinião, o teu gostar, é só isso que quero

 

Quero poder ter-te como minha, não em posse mas de meu lado

És minha musa, a inspiração da minha escrita

O bater do meu coração e no entanto a sua dor

Tu, só tu sozinha controlas-me como um boneco de pano

 

Poemas, abraços, a minha mão...

Tudo coisas pequenas para ti talvez, não sei

Gestos pelos quais tento mostrar o meu afecto e o meu carinho

Tremo ao escrever isto tudo ao dizer-te a verdade com um medo interior

 

Provavelmente não gostarás do poema,

Compreendo que isso aconteça, só quero dizer o que sinto

Adoro-te! Exclamo! Adoro-te tanto! Nem o Sol ou a Lua me tirarão nada!

Afinal, eles para mim não passam de desenhos que com o que sinto por ti pinto



Publicado por cdgoncalves às 07:23
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Eu quero escrever um texto feliz mas não sei
Tento rir para a folha mas não sai o que pensei
Eu tinha pensado em não cair em banalidades
De não soar cliché e trazer assim exclusividades
Mostrar um outro lado menos lamechas da felicidade
Mas não consigo, não quero sorrir nesta cidade
Parei de andar à tua procura para ver a rosa de pedra
Entrar no meu coração partindo a parte que o vidra
Agora já posso entender a beleza deste jardim cheio de lixo
A perfeição está na imperfeição, hoje beleza disto está no coxo
Que caminha devagar para chegar longe e não ser visto
Na sociedade míope que se crucifica como Jesus Cristo
Agora deves estar furiosa com os danos causados
Aposto que entraste num habitat de surdos-mudos
Não queres falar nem ouvir ninguém até acabares a pintura
Sentes o frio mas ignoras e transformas a flor numa criatura
Assustadora com 5 metros de altura feitos de forma proporcional
Tocando harmónica enquanto mata pássaros numa paisagem minimal
Parece que hoje nenhum de nós foi feliz, hoje nem na arte
Não consegui porque esqueci de sentir o verbo amar-te
E ainda estou a aprender a viver outra vez sem ti



Publicado por cdgoncalves às 05:35
Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Sol. O principal foco deste texto é o ficar só. E enquanto a Lua sobe à noite acompanhada geralmente pelas estrelas, o Sol sobe sem companhia e passa bastante tempo assim. As pessoas olham mas ninguém o admira durante muito tempo. Encandeia. É forte esse Sol, porém tem os seus fraquejares. É na presença do Sol que o Ser Humano se despe de roupas e outros tecidos que sirvam de aquecimento. É por isso neste sentido, do despir, do estar natural e verdadeiro. Sou por isso este Sol de que falo, e em simultâneo sou o Ser que o enfrenta na sua mais forte presença. Sou eu contra um Eu mais forte.


tags:

Publicado por cdgoncalves às 04:16
Quinta-feira, 03 de Setembro de 2009

Sou a alma que cobiças

Sou a chuva no verão, sol de inverno

Sou o brilho da lua na meia-noite de lua cheia

Sou as ondas que se esfregam na tua praia de areia...

Sou as lágrimas que escorrem no rosto de quem me pretender mas...

Sou o sonho mais belo que um dia poderás ter

Sou a fúria, a mágoa e o fracasso estampado na face de quem me inveja,

Sou o deus que reza para que o diabo te proteja

Sou o caminho...

Sou as uvas que mesmo depois de calcadas se tornam em vinho

Sou o teu primo, teu pai, teu irmão, teu marido, teu amigo, teu tudo...

Sou tudo... Mas não tenho nada, carrego o coração nas mãos e a algibeira rasgada.

Sou a solidão acompanhada pelo carinho do teu pensamento, no fundo...

Sou uma alma gelada à espera do calor do tempo

Sou a força da tua fraqueza e, em contrapartida,

Sou a fraqueza da tua força enraivecida

Sou a fechadura sem chave,

Sou a porta sem saída,

Sou a paz,

Sou a luz,

Sou o que há para além da vida.

Sou o penetrar do sol no mar, mas também,

Sou o seu ressuscitar...

Sou a linha do horizonte,

Sou infinito...

Sou aquele que te liberta das emboscadas do labirinto.

Sou a confiança que em mim depositas e o teu arrependimento pela que não depositaste

Sou a ponte entre o que nos separa e o que nos une.

Sou o eu, mas não serei sempre o mesmo

Sou o que tenho e o que preciso,

Sou o juízo final

Sou a perfeita imperfeição, sou a tela sem aguarela...

Sou um momento, todos precisamos de alguém, tu tens quem precisas, só te falta tempo, só pedes tempo...

Eu não sou o tempo!


tags: , ,

Publicado por cdgoncalves às 07:58
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Vou-me levar para longe num suspiro bem fundo

Onde o viver se esquece das formas metafísicas do mundo

Desejo de começar de novo, recriar uma vida

Evaporar-me tipo uma garrafa de álcool vazia

Psicótico, louco lúcido, tristeza e revolta

É tudo o que sinto desde que me lembro de ser uma folha solta

De um diário de alguém, sujeito inexistente

À procura do mesmo através de actos eloquentes

Terra com falhas, batida, folhas secas

Falho nos momentos mais decisivos como tinta de canetas

Traços interrompidos por pensamentos e suspiros

Dá cenário andar sozinho mas todos precisamos de amigos

Elevo demais como elevadores toda esta aspiração

Sentia um vazio, e encontrei mais vazio o meu coração

Agora sentado, braços cruzados sem pensar nem crer

Conto os segundos pois a vida é só o esperar morrer

A milhas de vocês, saudade não é o sentimento mais indicado

Agradeço a todas as obrigações a que nunca fui obrigado

Nunca acredites na felicidade, são tudo esquemas desta vida, é tudo momentâneo

Que se dilui com actos como café instantâneo

Confia em toda a gente, nunca confies em ti, acredita no que te digo

A vida é curta por isso não faças paragens no caminho

Quando chegar o desespero, ajoelha-te, grita e chora

É tudo uma questão de tempo até ele se ir embora



Publicado por cdgoncalves às 11:00
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Só quero agora ficar sozinho

Porque a companhia que quero já não me acompanha,

De momento não amo, de momento não odeio,

Apenas guardo na memória uma presença estranha.

 

Transformaste a frase "mas podemos ficar amigos"

Numa espécie de preces mortais

Percebeste o verso de cima ou queres que repita

Que não te quero ver mais.

 

Vou amputar os meus braços

Para num futuro não dar o braço a torcer

Vou passar a contar em tempo real os segundos

Que passo sem ti para me entreter

 

Obrigado pela tampa,

Agora já posso fechar a última garrafa da dor

Roubas-te toda a minha riqueza

Como queres agora que te dê valor?

 

E depois de tudo dizes-me sensibilizada

“A vida continua”,

Mas se já morri para ti,

Será que a tua opinião muda?

 

Apostei a minha felicidade na tua vida

Mas mudaste a jogada e eu perdi tudo,

Agora algum dia irei sorrir?

Só quando me mascarar de palhaço no entrudo.

 

Se dinheiro não trás felicidade

Vou passar a chamar-te herança,

Mudo para sinal vermelho o caminho até ti,

Não quero ver a cor da esperança

 

Queres conversar?

Ok na boa, deixa só anestesiar o meu coração.

Meteste password e no teu já não entro,

Não consigo escrever a palavra perdão

 

Vejam-me desesperado a meter t-shirts no microondas

Para ver se o coração descongela

O teu sorriso sempre foi um bom condutor em mim,

Mas agora já só me atropela

 

Queria ter-te aqui e abraçar-te,

Para sentires que o meu coração já não bate

Nunca pedi dinheiro em troca do teu amor,

Mas a verdade é que me deste um cheque em mate.

 

Depois de toda a raiva manuscrita, a escrita prossegue e ganha consciência, tornando-se sincera e redijo nesta ultima amostra que trocava tudo para voltar a casa e ter-te lá á minha espera.



Publicado por cdgoncalves às 11:26
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Finjo o sentimento mas não é como o sentimento real, não sei se passa despercebido, quando se omite é com intenção de esconder, escondo no processo de selecção de afinidades, espero que não desafinem na música que canta os hologramas das minhas veias de vidro, tento evitar desafinar. Odeio quem me parte as veias de vidro, sangue com estilhaços é como sida em nós, destrói o nosso sistema de defesa para nos atacar, selecção, isolamento, silêncio é a solução antecipada para evitar os ataques mas por vezes exponho a minha carne, escolho a quem, mas há sempre quem tenha fome a mais e mesmo se fossem vegetarianas comeriam um pouco da minha carne em vez de a sentir ou desinfectar. Introvertido mas observador do meu redor hoje em dia causa das dificuldades económicas muitos homens gordos põem caroços de cereja nas mamas para terem cortes de cabelo de borla com quimioterapia participada pelo estado. Desconfiado perante ti embora, possa mostrar o contrário. Entro em estado hyper, mais louco com que sou, mais próximo por vezes, de resto o meu humor muda constantemente como pensos em mulheres com período. Não gosto da maioria dos seres humanos, as suas perguntas, os seus pensamentos, os seus risos estúpidos, o que dizem e porque são o inferno. Uma tempestade não me faz triste, as flores não me fazem chorar, um jardim não cria depressão, o meu quarto não me faz procurar poder.

 

As pessoas usam-se para satisfazerem as suas necessidades...



Publicado por cdgoncalves às 10:27
"Será que tudo o que eu gosto é imoral, é ilegal ou engorda?" - Roberto e Erasmo
mais sobre mim
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO